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terça-feira, 18 de outubro de 2011

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04 de outubro, Colégio Andrews, 19h/22h.
Thaís, Dan, Virgínia e Diogo

ensaio apenas com eva e franklin.

assim como no anterior, entreguei a eles um capítulo do livro O PENSAMENTO SELVAGEM, do Claude Lévi-Strauss, no qual há um bom apanhado sobre bricolagem. sugeri que fizessem uma improvisação de uma situação imediatamente anterior a primeira cena do espetáculo (que viria dali a alguns dias).

na improvisação. uma conversa franca entre os dois. eva se msotrando como aquela a frente de tudo, somente a espera do resultado do concurso para colocar as coisas na mala e partir. franklin, talvez por conta da morte do paz, letárgico, nem isso, lento apenas, sem grandes vontades nem grandes desejos. maleável, capaz de fazer tudo o que lhe for pedido, mas no seu tempo.

discutimos sobre o título do espetáculo: peça de formatura ou sinfonia sonho? ficamos com o segundo. conversamos – assim como no ensaio anterior - sobre calendário, datas, prazos. informei a nossa data de estreia e marquei datas na agenda quando realizaria a entrega das cenas do texto (em três momentos).

eva e franklin são personagens difíceis. não pelos atores, não isso, mas por sua constitução mesmo. como escrevê-los? quem são eles? neste ensaio, observei que eva talvez estivesse um grau descolada da realidade. tão tomada pelo desejo de sucesso, tão movido a isso que acabava por se fazer meio out, meio fora de órbita. franklin, talvez – mais uma vez – pelo luto do pai, não seria alguém depressivo, mas apenas alguém meio ao meio, semo vigor completo. alguém que já se aproxima da consciência da própria morte por conta da proximidade com a morte do outro.

descobrimos fisicamente um jogo interessante para eva. ela talvez mova mais as pernas do que os braços. talvez ande e fale sem parar. mas apenas ande e fale, sem gesticular muito. semanas depois, as duas figurinistas viriam a propor um figurino que num dado momento justamente corta os movimentos da perna, exigindo de eva quase uma imobilidade. ao passo que o figurino de franklin, totalmente solto e flamejante, como se ele tivesse encolhido dentro de si mesmo, como se tivesse se resguardado.

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