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terça-feira, 11 de outubro de 2011

O muro que divide você do seu vizinho.






Mertáfora, metáfora.
Algumas sensações novas. Essas imagens do Chagall cabem o que agora (e a vontade que tudo se modifique no encontro) me fazem observar linhas, leveza, salto, nuvem, queda e o perigo de não saber para onde vão as pessoas depois que tudo acaba, tudo mesmo. Pode ser mínimo, pode ser um gesto.
É tempo e é dele a responsabilidade de gerar suspensões no espaço. Talvez haja alguma coisa que se pense ou cante no momento da queda, reverberações abruptas de perigo e liberdade.
Pensei em desenho do Tomas, pensei Moira e Corley.


.movimento circular
.detalhe em tempo longo
.passagem de foco
.respiração
.uma imagem boba
.balões de gás helio

Lembrei de uma fala da Lola Arias:
Você acha que os bebês podem cometer suicídio?

2 comentários:

Daniel Carfa disse...

UMA MÚSICA QUE SEJA

... como os mais belos harmônicos da natureza. Uma música que seja como o som do vento na cordoalha dos navios, aumentando gradativamente de som até atingir aquele em que se cria uma reta ascendente para o infinito. Uma música que comece sem começo e termine sem fim. Uma música que seja como o som do vento numa enorme harpa plantada no deserto. Uma música que seja como a nota lancinante deixada no ar por um pássaro que morre. Uma música que seja como o som dos altos ramos das grandes árvores vergastadas pelos temporais. Uma música que seja como o ponto de reunião de muitas vozes em busca de uma harmonia nova. Uma música que seja como o vôo de uma gaivota numa aurora de novos sons...

Vinícius de Moraes (Nova Antologia Poética).

Diogo Liberano disse...

reverberações abruptas é bem bom! seja de perigo ou de liberdade,,