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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

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16 de agosto, Colégio Andrews, 16h30/19h30
Diogo, Thaís, Andrêas, Márcio, Dan, Virgínia, Laura e Adassa

ALVO.
trabalho sobre andamento:
- fiel ao andamento musical;
- contrário ao andamento musical;
- onde está a batida quando não na música?;
- como reencontrá-la?;
- como transitar entre andamentos distintos?;

EQUIDISTANTES.
trabalho partindo de andamento e evoluindo à relação espacial:
- que nível de invisibilidade podemos imprimir ao jogo?;
- duas relações espaciais, antes uma (com um outro);
- até duas pessoas parece possível;
- a partir de três, brinca-se com o impossível;

CARDUME.
trabalho partindo de andamento, relação espacial e resposta kinestética:
- encontram-se sem combinação prévia num dado ponto do espaço e virados para a frente, dão oito saltos (que se repetem para os outros três lados);
- o jogo segue até que se pule apenas uma vez para cada lado;
- entre um ponto no espaço e outro é preciso equalizar os andamentos;
- o barulho do grampeador é ótimo;

CINTO DE SEGURANÇA.
- qual é o grau de persistência?;
- quais estratégias são usadas?;
- 3 tipos de corpos: crianças + mães + pais;
- cada família reage ao movimento da família vizinha;
- imediatamente à frente de Célia tem um ziploca com tangerina;
- imediatamente à frente de Moira tem o jornal do dia com pistas sobre seu filho;
- tangerinas rolam para dentro do jogo;
- se o Kevin conseguir sair, ele vai ter que cantar uma música: dá pra imaginar como ele ficou, né? e não pode viver sem uma canção assim que fale uma porção de coisas. então ele mobiliza o pessoal todo pra aprender … até chegar na amiga.

COMPOSIÇÃO: A história de Kevin <<<

- os seis atores terão vinte minutos para compor uma contação deste drama;
- é preciso passar pela sequência dos acontecimentos (prevista na sinopse + escaleta de cenas);
- é preciso apresentar cada um dos personagens (os atores não podem apresentar seus próprios personagens);
- uma proposta de espaço;
- uma proposta de figurino;
- uma dúvida coletiva;
- uma risada coletiva;
- um grito;
- um beijo;
- um pedido de desculpas;
- uma saída de “cena”;
- uma entrada de “cena”.

eles me pedem uma música. eu coloco HOW IT ENDS, do filme PEQUENA MISS SUNSHINE. há seis cadeiras em roda voltadas para o centro. eles me disseram que só começariam com a música e que quando ela acabasse, eles de fato começariam a contar a história.

é um jogo. deixo a trilha. eles jogam. são os atores jogando. eu talvez esteja deixando a música por mais tempo do que deveria. parece que cada um deveria estar atrás de uma cadeira. eles ainda giram. a música toca. eu vou tirar em fade out.

arrumam seus figurinos. são crianças? se olham.

andrêas – domingo ou segunda?

são sete dias. domingo. domingo dia da família se reunir. franklin e eva se mudam com eva e célia. pra uma cidade nova. oncologista. franklin. desempregado. eles se mudam. porque ela conseguiu uma vaga? ela quem? eva. ela vai pra lá já sabendo. só que no domingo é dia de aniversário de célia. a filha mais nova. a festa é um fracasso. não conhecem\

espeto de fondue. foi um acidente. foi um acidente? foi um acidente. com criança é sempre acidente. acabou a festa fracasso segunda-feira. a festa é um fracasso. a música não funciona. eles não conhecem ninguém. segunda-feira. ela faz pirraça.

segunda-feira. começa tudo. as aulas. ele leva às crianças. ele conhece. ele não faz nada. ele conhece moira e corley. eles são vizinhos. conhecem. eles convidam célia e kevin pra brincar. no quarto do filho. eles têm um filho? até segunda-feira eles têm um filho.

terça. o kevin acordo com uma ideia fixa. de que quer virar música. de noite, na mesa do jantar, ele faz o pronunciamento. terça só acontece isso? só. você acha pouco? não, tá fazendo falta um durante. mãe, quero ser música.

quarta-feira. cara, eu só lembro de quinta. quarta. dúvida. dúvida. tá quase. quarta-feira é o… é o dia que ele fala pra?… não. massacre? não, não, não… já conheceram os vizinhos, já chegou, já teve festa, não tem um massacre? é depois, isso é depois. ele falou… AHHHhHHHHHHHHHhh! quarta-feira ele fica o dia inteiro matutando como virar música. ele não consegue dormir.

na quinta-feira acontece o massacre. é o dia que ele convence a célia de que é preciso virar música. ela acha que ele vai ficar famoso. não é na sexta. na sexta ele consegue convencer o pai. é o primeiro dia que eles vão brincar no vizinho.

quarta é. ele fica enlouquecido. pensando pensando pensando. na quinta com o massacre, ele peraí, o impossível pode acontecer. ele começa a tentar. eles voltam horrorizados, esqueci a palavra, é boa. sôfregos. vocês voltaram.

ele convence o pai na sexta. na quinta ele convence a célia. e na sexta eles vão brincar na casa dos vizinhos pela primeira vez. sábado. noticiário. marina vianna. moira e corley descobrem que o filho tá morto. e ela não tá grávida.

ah, ela estaria espernado um filho? é porque tem um quarto com brinquedo, mas não tem criança. ah! que ótimo! entendi tudo agora. risada coletiva. as crianças acham que é uma criança que vai nascer. não tá claro. e ai essa história. o público vai achar que é uma criança que estar por vir.

depois dessa notícia de que o filho morreu, o kevin vai ao limite disso de virar música. ai no domingo a mãe chega num limiar, ela vai tentar conversar. ela parou de contar ele. por favor, me deixa acreditar que é tão importante. não existe isso de virar música, nem de ser eterno. no meio do furavão, kevin, vira música.

é isso. desculpa. uma saída. uma volta.

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Um comentário:

Anônimo disse...

esse dia escacarou muita coisa pra mim.
impressionante como o dia que a gente pensa que não vai dar sempre dá... e tanto!