\\ PESQUISE NO BLOG

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

FRANKLIN 02

Composição dois:

Escolhi trechos de poemas das referências que para mim dialogavam com possíveis imaginadas relações de marido e esposa, e de pai e filhos. Optei por um espaço curto de atuação limitado pelo público(?). Eva está na cadeira. deito aos pés dela e dou o depoimento pessoal sobre o acordar dançando. É o Ator falando. Faço algumas vezes o movimento enquanto narro esta minha experiência, que não sei por que raios penso ter a ver com a peça. Daí me levanto, e é o Franklin se vestindo para ir atrás de emprego. Diz os trechos de poemas. Pede emprego á pessoas do público(?). Vejo um homem aturdido, cansado, estressado. Chego a pensar que ele possa estar doente. Mas a tosse é nervosismo por não lembrar muito bem a poesia. Tive medo do silêncio. Quis preenchê-lo com a minha dificuldade. Depois de algumas tentativas frustradas, Franklin volta pra casa e vai dormir, um pouco arrasado. E o ator dança de novo.

2 comentários:

Anônimo disse...

eu gostei muito do seu corpo, em como ele é estranho por ser cotidiano daquele jeito. acho a repetição forte e significativa. gosto do tom da voz que vai contra o movimeto físico (como aconteceu na sua última composição - 4, na vianinha).

machadinho disse...

O movimento que Franklin faz enquanto dorme (espiralado) e se levanta. Penso que o sonho e a realidade estão misturadas demais pra ele. Sai de um sonho num passo de dança e já está de pé (alguma música o toma nos sonhos?). Ele diz que viveria sozinho com seus filhos, só ele e os filhos (E Eva? Ele quer voltar a ser criança? Fugir dos seus erros? Das responsabilidades? Viver num mundo sem adultos?). Veste o casaco para pedir emprego. Age como um mendigo, um pedinte que aceita qualquer coisa. Linguagem jovial demais, adolescente de outros tempos (fumar uma cigarrete). Momento que vai pegar o casaco na cadeira, parece que ele vai abraçar a esposa, mas só retira o casaco sem tocar nela (Ele não a vê? Tem medo dela? Evita contato?)