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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Composição 2 Corley: Meu Casamento está em Crise

Peço para meus amigos se posicionarem da mesma maneira que na minha primeira composição.
Começo andando de quatro passando por trás de todos, me arrasto em Laura e entro no quarto de círculo. Me posiciono na quina de frente para todos, de pé. Faço postura (peito mais aberto que meu normal e "pés de bailarino"). Olho nos olhos de todos. Me viro de costas , zero, vou virando de frente apenas para Laura. Caminho para ela sem saber se vou de quatro ou de pé. Chego até ela e me ajoelho. Faço gesto com a mão direita como quem entrega algo. Um tanto assustado e com voz baixa digo:

Ao atravessar a rua, tome cuidado. Os carros, hoje em dia, atropelam feito bondes.
O sinaleiro, Preste a devida atenção, fica mais leve do que parece quando venta.
Nesta cidade venta tanto.

Giro e fico de costas para ela, ainda de joelhos, utilizando meus braços para trás como se estivesse de frente e digo em tom firme:

Eu gosto de andar peças ruas com você.
Gosto mesmo de roçar meu braço no seu casaco.
É lã. E lã é bom e aquece.
E hoje faz tanto frio.
Por isso talvez o desejo de te abraçar.

Fico de cócoras, em referência a primeira composição de Kevin. Viro cambalhota e deitado de barriga para cima, braços e pernas abertos, dizendo de maneira "fanfarrona":

Eu digo, sempre ao meu filho, seja mesmo isso aí que você quer ser. Pq eles inventam cada coisa e eu não vou ficar pesquisando se é certo ou errado.

Me viro de barriga para baixo, com a cabeça para frente digo:

é simplesmente o que é. Simples, não?
Olho para Márcio, sorrio e pergunto:

Tudo bem?

Me encaminho em direção a Laura de quatro sem olhá-la nos olhos direito. Paro de frente para ela, de cabeça baixa e ainda de quatro e digo:

é que se eu deixar
eu esqueço de nos lembrar
que há amor entro dois seres amantes.

Retorno para a quina sem saber se de quatro ou de pé, Fico de pé na quina, de costas, viro para todos. Olho para todos. Me retiro. Fim.

Um comentário:

Anônimo disse...

É legal ver como a percepção da coisa muda quando a gente tem contato com o que o "compositor" pensou ao fazer a composição. Pra mim esta foi bem fragmentada, onde eu enxerguei alguns momentos. Um muito importante foi ver Corley falando cara a cara com Moira, como quem avisa, compartilha um cuidado, e outra foi o momento estendido no chão falando como bêbado sobre os filhos da gente. Corley investiu em códigos, corpo, gesto, que voltou no último ensaio como ferramenta de VP (notícia de jornal).